Local de partilha/divulgação de leituras, exercícios de escrita criativa ou nem por isso, de (re)descoberta de músicas, paisagens/locais e outros prazeres mínimos.
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sábado, 11 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Outra sugestão natalícia
Este livrinho constitui uma agradável leitura para diferentes idades, desde os jovens de 13 anos aos adultos. Estão aqui integrados os discursos do chefe duma tribo do arquipélago de Samoa, depois duma longa viagem em que conheceu vários países europeus. Esses discursos sobre o “Papalagui”, ou homem branco, destinavam-se aos seus compatriotas polinésios e foram publicados, em 1920, pelo antropólogo alemão que o acompanhou. O sucesso editorial foi enorme em todos os países em que foi publicado e entre nós já ultrapassou a dezena de edições continuando pleno de actualidade. Tuiavii com o seu apurado espírito de observação, inteligência e ingenuidade faz uma descrição e reflexão sobre a civilização ocidental que resultará numa leitura divertida mas em que nos poderemos questionar também sobre os valores fundamentais pelos quais se regem as nossas sociedades.
Aqui fica um excerto, bem saboroso, em que Tuiavii reflecte sobre a falta de tempo de que se queixa o homem ocidental:
«Como vivem obcecados pelo medo de perderem o seu tempo, todos os Papalaguis – sejam homens, mulheres ou crianças de tenra idade −, sabem com exactidão quantas vezes nasceu o sol e a lua desde que viram pela primeira vez a luz do dia. Este acontecimento é considerado tão importante, que o celebram, a intervalos de tempo fixos e regulares, com flores e grandes festas. […] Ter uma idade, quer dizer: ter vivido um determinado número de luas. Isto de se perguntar qual o número de luas apresenta grandes perigos, pois foi assim que se acabou por determinar quantas luas dura em geral a vida dos homens. Ora acontece que cada um, sempre muito atento a isso, passadas que foram já inúmeras luas, dirá: “Pronto! Não tarda muito que eu não morra!” nada mais então lhe causa alegria e, de facto, acaba por morrer daí a pouco tempo.» (p.66)
O livro, existe numa versão mais simples e noutra maior com ilustrações de Joost Swarte, mantendo-se o texto integral em ambas.
Depois da leitura e para continuar a exercitar os neurónios fica o convite para realizar palavras cruzadas a partir do livro, no seguinte blogue:
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Sugestão de Natal
Sugestão para o Natal que se aproxima: um livro de Banda Desenhada da MAFALDA.
Esta menina contestatária, criada pelo argentino Quino, nos anos 60, apesar da visão própria do mundo típica dos seus seis anos de idade revolta-se com o estado de coisas questionando o que a rodeia de forma pertinente. Quino, terminou com a sua personagem em 1973, depois de ter publicado uma dezena de álbuns que foram traduzidos em vários países. Eis algumas citações desta personagem irreverente:
"A sopa é para a infância o que o comunismo é para a democracia!”
"A sopa é para a infância o que o comunismo é para a democracia!”
“Se a vida começa aos 40, por que nascemos com tanta antecedência?”
Umberto Eco define esta menina como uma “heroína iracunda que rejeita o mundo assim como ele é […] Mafalda vive em um contínuo diálogo com o mundo adulto, mundo que não estima, não respeita, humilha e rejeita reivindicando o seu direito de ser uma menina que não se quer responsabilizar por um universo adulterado pelos pais.”
(in http://www.mafalda.net/pt/umberto.php)
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