«Os meses e os dias são viajantes da eternidade. Assim como o ano que passa e o ano que vem. Para aqueles que se deixam flutuar a bordo dos barcos ou envelhecem conduzindo cavalos, todos os dias são viagem e a sua casa é o espaço sem fim. Dos homens do passado, muitos morreram em plena rota. A mim mesmo, desde há anos, me perseguem pensamentos de vagabundo mal vejo uma nuvem arrastada pelo vento.
Passei o último inverno percorrendo a costa [...] Tudo o que via me convidava a viajar [...]Os espíritos do caminho faziam-me sinais, e dei-me conta que não podia adiar por mais tempo a minha partida.»
Convite à leitura/viagem pela obra poética deste escritor japonês do séc. XVII, conhecido pelo Haiku, poesia simples, concisa, geralmente composta por 3 versos e incluindo uma lição de vida:
«Num atalho da montanha
Sorrindo
uma violeta»
«Vamo-nos, vejamos
a neve caindo
de fadiga»
a neve caindo
de fadiga»


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